Tive um fim de semana muito movimentado, agitado mesmo! Mas não por obrigação, por opção mesmo. No sábado, passei o dia na 20ª Bienal Internacional do Livro, no Pavilhão de Exposições do Anhembi (que, por sinal, estava ótimo, e ainda dá tempo de visitar, pois ele termina só no dia 24). No domingo, jogo do Juventus logo cedo contra o Flamengo em Guarulhos, almoço do Piola da Praça Vilaboim, sorvete da Häagen-Dazs e passeio pela Avenida Paulista… Ou seja, um fim de semana para “cult” nenhum botar defeito.
Curiosamente, como amante do teatro, não estive em nenhuma sala neste fim de semana, mas estou sempre acompanhando a movimentação do cenário paulistano. E levei um baque, um susto mesmo, quando abri o Estadão de hoje e, na capa do caderno Metrópole, a notícia: o Teatro Cultura Artística, um dos mais famosos do Brasil e um dos preferidos dos principais artistas, tinha sido destruído pelo fogo. Destruído mesmo, sem sobrar nada na parte interna do imóvel, apesar dos esforços dos bombeiros.
Ao mesmo tempo em que lia a notícia, contando detalhes sobre o acontecido, eu não queria acreditar. Como um dos mais tradicionais teatros da maior cidade do Brasil, que marcou muitos momentos da história da arte paulistana, estava destruído? Como? Ele não era intocável? Imortal? Indestrutível? E agora, como ficaremos?
Tudo bem, sabemos que São Paulo tem muitos outros espaços artísticos e “o espetáculo tem que continuar”, acontecerá em outro lugar. Mas quem já esteve lá, sabe que aquele lugar tem uma áurea diferente, que não se explica, e que também não se faz esforço pra entender. Era um espaço especial, o “pai” de todos aqueles espaços culturais que nasceram à sua volta e agora tomam conta da Praça Roosevelt… Enfim, não dá para explicar.
Claro, o teatro não pode parar, São Paulo não pode parar, a arte paulistana não pode parar. Mas, por alguns instantes, o meu coração e o coração de todos os amantes do teatro parou… De tristeza, de desolação, de impotência…
Abração!
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