
No último post de 2008, eu pedi de coração para que nós, brasileiros, esquecêssemos esta maldita crise e trabalhássemos para que a coisa pudesse mudar. Pois é, amigo leitor do blog, ainda continuo querendo isso, que a gente trabalhe para que a crise diminua… Mas parece que as indústrias não querem!
Deu na capa do Diário do Comércio de hoje: “Maior desemprego industrial é aviso prévio para a economia”. Na matéria diz que, segundo dados de novembro, o emprego na indústria caiu 0,6%, a maior retração em oito anos. E todo mundo sabe que, sem emprego, cai o consumo… Ou seja, mais desemprego.
E não é só isso! Conversei com amigos que trabalham em uma metalúrgica de médio porte perto de casa e eles me falaram que a empresa mandou 110 funcionários pro olho da rua em dezembro e vai diminuir o salário de todos os que ficaram em 15%. Ou seja, se o trabalhador ganha R$ 1 mil (o que já é luxo perto da média), ele vai passar a ganhar R$ 850. Ah, não aceita a redução de salário? Rua…
Aí, no mesmo dia recebo um e-mail da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (ui, que chique) dizendo exatamente assim: “o Brasil deverá gerar 1,5 milhão de novas vagas em 2009, segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi. ‘O Brasil está passando pelos efeitos da crise. Em janeiro a situação se estabiliza e em março volta o crescimento’, avalia.”
Agora vem a pergunta: quem está com a razão? Os fatos retratados em números ou o “achismo” do ministro Carlos Lupi? A crise pode não afetar os pequenos e médios empresários, mas os grandes, que dependem da economia sólida para manter a empresa a todo vapor, gerando emprego e renda para o país.
É, amigo leitor, acho que me enganei… Vamos começar a se preocupar sim! Estamos mesmo caminhando para uma crise sem precedentes… Tem gente achando que pode ser até pior que a famosa crise de 29… Vai saber!
A propósito: onde estão os 10 milhões de empregos prometidos por um certo presidente? Só pra saber…
Abração!

