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O trote já está fora de moda!!!

11/02/2009

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Amigos leitores do blog. Mais um caso que foi notícia nesta semana reacende a discussão sobre um determinado tema, o trote universitário. Em Leme, interior de São Paulo, um estudante de 21 anos acabou caído, desmaiado no banco de trás do carro do pai, em coma alcoólico e com marcas pelo corpo. Há indícios de que o jovem recebeu até chicotada dos calouros.

Foi-se tempo em que o trote era apenas quando os veteranos cortavam os cabelos, pintavam a cara dos bixos e das bixetes e ficavam no semáforo pedindo dinheiro para tomar umas e outras e, assim, fazer uma interação entre os que já estão na universidade e os que estão entrando. Como aconteceu comigo quando entrei na faculdade de Jornalismo.

Agora, parece que nada é suficiente. Os veteranos não se satisfazem mais em apenas pintar o rosto, jogam o bixo na lama, no esgoto. Não basta apenas cortar o cabelo, parece que precisam fazer pior, deixar marcas mais aparentes. Não basta apenas tomar umas pra comemorar, eles obrigam os bixos a beberem tanto que entram em coma alcoólico.

O trote de antigamente não existe mais… Aquela coisa saudável da interação entre calouros e veteranos perdeu o sentido. Agora, o que sinto é que os veteranos querem “se vingar” daquilo que sofreram em anos anteriores, fazendo cada vez pior…

O medo é saber onde isso vai parar… Aliás, onde isso vai parar, todo mundo sabe, mas basta perguntar para os pais do calouro Edison Tsung Chi Hsueh, que há exatos 10 anos, ingressava na prestigiosa Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e, no churrasco de “recepção” aos calouros, foi encontrado morto no fundo da piscina da associação atlética da faculdade.

É fácil acabar com isso. É fácil mudar este quadro, essa estatística. Basta fazer com que os calouros façam algum tipo de trabalho voluntário, doem alguma coisa para alguma entidade, façam o plantio de alguma árvore… Quer ver um estudante filhinho-de-papai nervoso é mandá-lo fazer algum tipo de filantropia, voluntariado… Para ele, isso sim seria um castigo daqueles! Encha o porta-malas do carro do ano (que este calouro ganhou do papai por passar na faculdade) de cestas básicas e mande-o entregar na comunidade carente mais próxima!

Se os jovens de hoje são tão Joselitos assim, não sabem brincar, então vamos acabar com a brincadeira… Ou vamos mudar a forma de brincar. O que não podemos é ficar assistindo a tudo isso acontecer como se fosse a coisa mais normal do mundo.

Abração!