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Derrubaram o melhor técnico do mundo!!!

09/02/2009

felipao-scolari-chelsea

Logo depois do almoço de hoje, dia 9, recebi a notícia de que o técnico Luiz Felipe Scolari, conhecido no Brasil como Felipão, acaba de ser mandado embora do Chelsea, time milionário da Inglaterra que não passa pelos seus melhores momentos no campeonato nacional.

A passagem pelo Chelsea não correspondeu à expectativa que se criou em torno do treinador, considerado um dos melhores do mundo na atualidade. O retrospecto de Felipão na Inglaterra, em 36 jogos, teve 21 vitórias, 10 empates e 5 derrotas. Apesar do seu número baixo, os jogos perdidos foram em confrontos importantes – para a Roma, pela Copa dos Campeões, e para os rivais Arsenal, Manchester e Liverpool (duas vezes), pelo Campeonato Inglês.

Parece que o futebol inglês está pegando a mania do futebol brasileiro, ou seja, o emprego de resultados: ganhou, fica; não ganhou, rua! Não está mais priorizando o trabalho de longo prazo, como sempre foi feito pelos times europeus e invejado por outros países.

Outro detalhe que é fácil perceber nesse caso é o fato de que o jogador pode sim derrubar o técnico, criando desconforto dentro do elenco e até fazendo corpo mole durante os jogos. O zagueiro e capitão John Terry foi um dos bateram de frente com “Big Phill”. O defensor expressou sua preferência pelo português Mourinho no comando da equipe. Além dele, Felipão também não seria do agrado do francês Anelka e do marfinense Drogba.

Resta saber agora o que será de Felipão… Continua em algum time da Europa? Vai treinar alguma outra Seleção? Aproveita a má fase do Dunga e assume a Seleção Brasileira? Volta para o Brasil para algum time de ponta? Ou até, quem sabe, volta para o Caxias (em solidariedade ao time pelo trágico acidente no começo do ano) e começa tudo de novo?

Abração!

Ronaldo no Corinthians… O que esperar???

10/12/2008

ronaldo292280Não tem como negar. Foi uma bomba mesmo! Estava assistindo, ao vivo, o programa “Jogo Aberto”, apresentado pela abusada Renata Fan (sim, abusada, pois só ela quer ser linda, inteligente e entender de futebol), quando o craque Neto, ex-jogador e atual comentarista esportivo da TV Band, anunciou que o Corinthians havia contratado o atacante Ronaldo, o Fenômeno.

Foi difícil de acreditar em um primeiro momento: Ronaldo, um jogador que já passou pelas melhores equipes do mundo, considerado o melhor jogador do Planeta Terra em duas oportunidades, que não precisaria fazer mais nada nesta vida que já entrou para a história do futebol mundial… Imaginar o craque com a camisa do Corinthians em 2009 foi realmente difícil de acreditar.

Mas é fato. O contrato já está feito e o jogador se apresenta por esses dias. Ele, que não joga uma partida oficial desde fevereiro, quer voltar à atividade, voltar a jogar bem e se recuperar, pois quer jogar a Copa de 2010.

Alguns, como o próprio Neto e outros comentaristas, comemoraram a notícia da chegada do craque. “Acho que não vai jogar tudo que jogou, mas, se for 30%, já vai fazer muita diferença neste futebol de hoje”, comentou.

Outros, como o ex-jogador Sócrates, criticaram com veemência a negociação. “Foi um acordo de alto risco, principalmente para ele. O nível de cobrança no Corinthians é muito grande. Eu conheço bem. O Ronaldo tem uma imagem histórica e, tanto pela idade quanto pelas contusões, será impossível jogar o que jogou. Por isso, pelas minhas previsões, vai ser vaiado na primeira partida”, opinou.

Independente se o cara vai jogar bem ou não, se vai ser vaiado ou não, o que é preciso destacar é que foi uma das maiores jogadas de marketing dos últimos anos do Corinthians, maior até do que a chegada do craque Tevez, em 2005. Arrisco-me a dizer que foi uma das maiores jogadas de marketing do futebol brasileiro.

Basta ver os jornais, os programas esportivos, os comentários nas padarias e as salas de aula: todos, sem exceção, estão falando disso. O mundo todo está falando disso. Se o Corinthians queria visibilidade internacional, conseguiu. Palmas para o presidente Andres Sanches que, ao contrário de muitos que falam e não fazem, ele está fazendo a parte dele.

Abração!

O brasileiro sabe mesmo perder???

03/11/2008

Amigos. Não queria escrever sobre o ocorrido no fim de semana aqui em São Paulo, no Autódromo de Interlagos, na última prova do campeonato de Fórmula 1. O Brasil inteiro acompanhou, torcendo, vibrando, xingando, como há muito não se via em corridas de carros no Brasil. Claro, ficamos todos tristes pelo que aconteceu com o piloto brasileiro do momento, Felipe Massa, mas resolvi escrever algumas considerações sobre o ocorrido.

Felipe Massa não perdeu o campeonato no domingo, depois da bandeirada final. Massa veio perdendo o campeonato durante todo o ano, em erros e mais erros, alguns imperdoáveis, tanto dele como da equipe dele, a até então impecável Ferrari. Erros como aquela saída errada dos boxes, que vai ficar na história, com Massa saindo e a mangueira de combustível pendurada no carro; erros de estratégia em corridas com chuva; erros em tentativas de ultrapassagens e largadas equivocadas… Enfim, não adianta nada chorar pelo leite que vem sendo derramado desde a primeira corrida do ano.

Palmas para Massa sim, que lutou como há tempos não se via um piloto brasileiro lutar por um título de Fórmula 1. Mas palmas mais efusivas para o campeão, Lewis Hamilton, que foi impecável, perfeito, frio e calculista durante todo o torneio. Até na última corrida, na qual ele chegou à última posição que lhe garantiria o título… Ou seja, o inglês fez o necessário para ser campeão.

Rubinho - Final melancólico para o piloto Rubens Barrichello. Um dos melhores pilotos brasileiros da Fórmula 1 termina a última prova de 2008 sem perspectivas para 2009. Pode estar entrando num processo de aposentadoria forçada. Uma pena, para um piloto que foi extremamente injustiçado durante toda a sua carreira. Desde a morte de Senna, ele foi colocado como um “salvador da pátria”, o substituto do mito, o que não aconteceu e nunca aconteceria.

É complicado comparar um bom piloto a um fenômeno, um monstro das pistas. Primeiro porque Rubens sempre esteve em equipes pequenas, que nunca passavam de medianas. Segundo porque, quando foi para uma equipe de ponta, como a Ferrari, foi obrigado a viver à sombra de Michael Schumacher, outro monstro do volante, sem espaço nem mesmo para ganhar corridas. Quantas e quantas corridas Rubens foi impecável, mas na última volta tinha que ceder a posição ao seu companheiro de equipe? E, mesmo assim, acabou como vice-campeão nos anos de 2002 e 2004. Precisamos mesmo tirar o chapéu para Barrichello, que agüentou tudo isso, mais as críticas da imprensa brasileira mal-acostumada e hoje é o piloto com mais corridas na história da Fórmula 1.

Vamos reconhecer o campeão sim, mas vamos reconhecer quem sempre lutou para ter um lugarzinho ao sol, mesmo que não seja nas primeiras posições!

Abraços!