
Enfim, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva considerou “inaceitável” a alegação de legítima defesa do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na morte de quatro pessoas em São Joaquim do Monte, em Pernambuco. Lula fez a afirmação ao ser questionado sobre os comentários recentes do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, a respeito do financiamento público de movimentos sociais.”O sem-terra é um movimento que existe desde a década de 80, já atingiu maioridade e, portanto, sabe o que é legal e o que é ilegal”, disse o presidente molusco. “É inaceitável a desculpa de legítima defesa para matar quatro pessoas. (…) Acho que cada um de nós tem que ter juízo antes de fazer as coisas”, completou o presidente.
Vou refrescar a memória do amigo leitor do blog: no último dia 21, quatro seguranças foram mortos a tiros por integrantes de um grupo sem-terra. O MST alegou que os mortos na cidade de São Joaquim do Monte pertenciam a milícias armadas e o grupo os matou em legítima defesa. Porém, segundo informações de testemunhas, duas das vítimas chegaram a ser perseguidas em uma estrada antes de morrer. Dois sem-terra foram presos pelo crime.
Pegando carona no que disse o presidente Lula, se o movimento sabe o que é legal e o que é ilegal, por que então o governo não o governo não trata o movimento realmente como um “homem feito” e reconhece o trabalho? Por que a tão proclamada reforma agrária ainda não saiu do papel? Principalmente no governo Lula, que tanto brigou, quando oposição, para que a reforma fosse feita?
Se não houver reforma agrária certa, digna e realizada de forma legal (em todos os sentidos da palavra legal), vão continuar havendo mortes, vão continuar havendo invasões, vão continuar havendo confrontos entre militantes do movimento e fazendeiros, confrontos esses que não punem que deve ser punido… Pune apenas os inocentes.
Abração!

