Cantor Suplicy ataca novamente!!!

10/08/2009 por reportercorona

Olá Amigos!

Passei um longo período sem atualizar o blog. Desde março não coloco aqui as minhas opiniões e meus questionamentos sobre os acontecimentos que foram destaque no Brasil e no Mundo. Também pudera, minha vida passou por grandes transformações. Uma delas foi o fato de abrir um comércio, o que me tomou quase todo o tempo… Digo “quase” porque, o pouco que restava, eu me dedicava ao Rotary Club de São Paulo – Vila Alpina, clube que assumi em julho. Para completar, tive um mês de mudanças também na equipe do Notícias Online, jornal que apresento na ALLTV diariamente. Tive que esquentar meus pinos para escolher outros profissionais… Mas deu tudo certo!

Bom, estou de volta. E, depois de uma semana tensa marcada por bate-boca no Plenário do Senado, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) amenizou o clima pesado ao cantar, na última sexta-feira, dia 7, uma canção em homenagem ao Dia dos Pais. Depois do senador Paulo Paim (PT-RS), que presidia a sessão, prestar sua homenagem à data, Suplicy fez questão de “retribuir” e leu a letra traduzida inteira da música Father and Son de Cat Stevens.

“Permita que eu possa retribuir a sua homenagem aqui lendo a letra de uma das canções mais bonitas de um cantor que vossa excelência certamente soube apreciar nos seus tempos de adolescência, mas que ainda vive. Cat Stevens escreveu justamente sobre a relação do pai com o filho: Father and Son”, disse Suplicy.

Depois de ler a letra, Suplicy falou: “Sabe, eu tenho três filhos: o Eduardo, que é o Supla, o André e o João. E então os dois, que são cantores, o Supla e o João, me convidaram para amanhã cantar com eles esta bonita canção”, e cantou:

“It’s not time to make a change

Just relax, take it easy

You’re still young, that’s your fault

There’s so much you have to know

Find a girl, settle down

If you want, you can marry

Look at me, I am old

But I’m happy”.

Essa não foi a primeira vez que Suplicy cantou no Senado. Em 2007, o petista interpretou um rap do grupo Racionais MC na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, durante a discussão da redução da maioridade penal. Em outra ocasião, o parlamentar cantou Blowin’ in the wind, do Bob Dylan.

A música da sessão da última sexta-feira é de autoria do compositor e cantor britânico Yusuf Islam, mais conhecido por seu nome artístico que usava anteriormente: Cat Stevens. A canção aborda os conselhos de um pai a seu filho.

Que bonitinho, não acham? Até parece que nada de anormal está acontecendo no Senado… Até parece que o partido deste senhor cantor não apoiou o presidente do Senado, José Sarney…

Este é Eduardo Suplicy. Quase nunca se pronuncia na tribuna e, quando se pronuncia, canta!

Abração!

Católica, a igreja da exclusão!!!

10/03/2009 por reportercorona

menina-estupro

Vergonha… É exatamente isso que eu estou sentindo por ser católico. Não sou católico praticante, mas fui batizado na Igreja Católica e até então seguia, em termos, os preceitos desta religião.

Mas a atitude da Igreja perante o acontecimento de Alagoinha, interior de Pernambuco, me chocou, não só pelo fato em si, que também é chocante, mas pela falta de compreensão dos bispos católicos e, acima de tudo, da forma ditatorial como foi tratado o assunto.

Você sabe, amigo leitor do blog, que falo sobre o caso da menina de 9 anos que foi estuprada pelo padrasto e acabou grávida de gêmeos. Pelas circunstâncias, ela teria que abortar de qualquer maneira, pois corria risco de morrer. E a lei ampara esse tipo de aborto (ela, inclusive, estava dentro dos dois únicos casos permitidos de aborto na lei brasileira).

Os médicos, amparados pela lei e temendo pela vida de uma criança, fizeram o que era mais óbvio para o momento, o aborto. Hoje, a menina passa bem e terá alta brevemente, voltando à sua vida de criança, de brincadeiras e de estudos.

Mas a grande questão neste caso foi a hipocrisia da Igreja Católica. Tudo bem, ela tem seus dogmas, seus preceitos e suas filosofias. Mas, para toda regra, existe uma exceção! Os bispos e padres de Pernambuco e do Brasil realmente não mediram as consequências do fato.

Primeiro que a menina não teria estrutura corporal, biológica e principalmente psicológica para criar de dois filhos de uma vez. Segundo que, como é uma criança, ainda em formação, teria sérios problemas de saúde, inclusive com eminência de morte.

A Igreja Católica, ao invés de dar amparo à criança e à família dessa criança, resolve agir de forma inquisitória e ditatorial, excomungando todos os envolvidos no aborto, incluindo os profissionais de saúde e até a mãe da menina, que autorizou a operação. Nada, nada justifica esta atitude insana da Igreja!

E ainda me vem o arcebispo Dom José Cardoso Sobrinho dizendo que aborto é mais grave que estupro. Faça-me o favor! O padrasto desta menina, que estuprava constantemente uma criança pura, não deveria ser excomungado também? Pois é, a Igreja não fez isso com ele…

Estou envergonhado! A Igreja Católica deveria rever seus conceitos urgentemente e mostrar ao povo que não é a igreja da exclusão… Pois é o que está parecendo.

Depois, reclama que vem perdendo cada vez mais fiéis para os evangélicos, espíritas e outras tantas denominações religiosas.

Abração!

Lula condena MST… E a reforma???

03/03/2009 por reportercorona

mst

Enfim, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva considerou “inaceitável” a alegação de legítima defesa do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na morte de quatro pessoas em São Joaquim do Monte, em Pernambuco. Lula fez a afirmação ao ser questionado sobre os comentários recentes do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, a respeito do financiamento público de movimentos sociais.”O sem-terra é um movimento que existe desde a década de 80, já atingiu maioridade e, portanto, sabe o que é legal e o que é ilegal”, disse o presidente molusco. “É inaceitável a desculpa de legítima defesa para matar quatro pessoas. (…) Acho que cada um de nós tem que ter juízo antes de fazer as coisas”, completou o presidente.

Vou refrescar a memória do amigo leitor do blog: no último dia 21, quatro seguranças foram mortos a tiros por integrantes de um grupo sem-terra. O MST alegou que os mortos na cidade de São Joaquim do Monte pertenciam a milícias armadas e o grupo os matou em legítima defesa. Porém, segundo informações de testemunhas, duas das vítimas chegaram a ser perseguidas em uma estrada antes de morrer. Dois sem-terra foram presos pelo crime.

Pegando carona no que disse o presidente Lula, se o movimento sabe o que é legal e o que é ilegal, por que então o governo não o governo não trata o movimento realmente como um “homem feito” e reconhece o trabalho? Por que a tão proclamada reforma agrária ainda não saiu do papel? Principalmente no governo Lula, que tanto brigou, quando oposição, para que a reforma fosse feita?

Se não houver reforma agrária certa, digna e realizada de forma legal (em todos os sentidos da palavra legal), vão continuar havendo mortes, vão continuar havendo invasões, vão continuar havendo confrontos entre militantes do movimento e fazendeiros, confrontos esses que não punem que deve ser punido… Pune apenas os inocentes.

Abração!