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Conselho Gestor de Parques Municipais não serve pra nada!

12/02/2014

Parque

É… Quando, em 2010, em uma reunião na Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente, ouvi da boca de um diretor que os Conselhos Gestores de Parques Municipais não serviam pra nada, que nada do que se discutia nas reuniões mensais valia alguma coisa e que as atas da nossa reunião eram “papéis de banheiro”, fiquei um tanto quanto chateado, mas, na minha humilde inocência, acreditei que ele havia dito isso em um momento de nervosismo.

Pois ele estava certo e eu, tonto, estava errado. Realmente o conselho e os conselheiros não servem pra nada mesmo! Essa deve ser também a opinião do deputado Carlos Neder e do vereador Nabil Bonduki. Uma lei desses dois citados, promulgada na calada da noite no final de 2013, transforma definitivamente, legalmente, os Conselhos Gestores dos Parques Municipais em grandes conglomerados de absolutamente nada.

Explico: em 2003, foram criados os conselhos gestores dos parques municipais em São Paulo. Ideia boa, porém mal executada e mal organizada desde o começo. Seriam eleitos conselheiros 9 representantes da sociedade civil (sendo 6 pessoas físicas usuárias do parque e 3 entidades locais), além de mais 9 representantes do poder executivo, indicados por secretarias específicas (incluindo o administrador e um funcionário do parque). Pouca gente pra representar os usuários dos parques, alguns deles frequentados por mais de 1 mil pessoas por dia. Pouco. Mas tudo bem, fomos levando assim mesmo.

A questão é que os conselhos começaram a crescer e a “incomodar” os gestores públicos, que eram questionados a cada coisa que acontecia no parque (como sempre, sem a consulta dos usuários e do dito conselho). Foi então que a atual gestão municipal percebeu que havia criado um monstro, que poderia mordê-lo a qualquer momento, e a mordida poderia ser dolorosa.

Tratou de correr. Fez uma Lei que diminui em mais da metade o número de conselheiros gestores dos parques municipais e o transforma em “consultivo”, ou seja, o que o conselho fala, não vale nada e não tem peso nas decisões da Secretaria do Verde e Meio Ambiente. Agora, ao invés de 9 representantes da sociedade civil, serão apenas 4 (3 usuários e 1 entidade). Se já era difícil, se já era desproporcional 9 usuários responderem por todos os frequentadores de um parque público, 4 fica humanamente impossível.

Aí, vem o deputado Carlos Neder e escreve em seu site: “Trata-se de uma importante vitória para o meio ambiente da capital paulista e para a sociedade que poderá participar de maneira mais efetiva da vida dos parques municipais. Os parlamentares estão felizes pela oportunidade de oferecer aos moradores da capital essa oportunidade de participar da gestão pública municipal”. Ele realmente não tem a menor ideia do que está fazendo e não deve conhecer o parque que fica na esquina da sua casa (se é que mora em São Paulo, pra falar essa barbárie). Essa é a maior derrota da população que luta pelo verde na cidade, deputado. A participação popular na gestão pública está sendo diminuída de uma forma assustadora. Uma Lei definitivamente assustadora.

Fui conselheiro do Parque Ecológico de Vila Prudente por 4 anos como usuário e por 2 anos como representante de uma entidade e digo, convicto: a Prefeitura está acabando com a participação popular no quesito meio ambiente. Pudera, uma gestão que ignora o verde na cidade, uma gestão que em seu vídeo institucional (onde faz propaganda de suas realizações) não diz uma linha sobre o verde na cidade, uma gestão que ignora os anseios da população para a criação de parques como o da Augusta, o da Vila Ema e o do São Lucas, não pode mesmo querer que as pessoas participem da preservação do verde na cidade.

Obrigado prefeito Fernando Haddad, por ignorar o meio ambiente em São Paulo. Obrigado deputado Carlos Neder e vereador Nabil Bonduki, por criarem a lei que diminui a participação das pessoas na administração da cidade. E obrigado aos outros vereadores que votaram a favor deste gigantesco erro. Só que não…

Quem sabe no dia em que a cidade estiver afundada no concreto, com uma das piores qualidade do ar no mundo, essas mesmas pessoas lembrem deste erro e, quem sabe, resolvam voltar atrás. Só espero que não seja tarde demais.

Ah, só pra constar: o secretário do Verde e Meio Ambiente até o início de 2014 era Ricardo Teixeira, que se diz da Mooca, o bairro com menor índice de área verde por habitante de toda a capital. Isso explica?

Fotos do desabamento do teto da Renascer da Mooca!!!

01/09/2010

Amigos leitores do blog.

Acabo de receber do blog Apologia Cristã fotos tiradas por seu administrador que mostram perfeitamente o estrago feito pelo desabamento do teto do Espaço Renascer, na Rua Dr. Almeida Lima, na Mooca. As fotos não apresentam mais a mesma imagem do dia do desabamento. A administração da igreja já retirou as telhas do lado que ficou intacto e parece que, forçosamente, está começando uma reforma no teto. Mas as cenas são claras, mostrando que até a estrutura de concreto ruiu com a queda do teto. As imagens não estão com qualidade profissional, até porque foram tiradas dentro de um carro em movimento. Veja você mesmo e tire suas próprias conclusões:

Aqui, a imagem do imóvel sem boa parte do teto

Mais uma imagem clara de boa parte do imóvel sem o teto. Detalhe também para o estrago na estrutura de concreto.

Como eu havia dito no post anterior, o entulho espalhado no estacionamento do espaço. E isso não é nem 10% do entulho que estava na semana passada.

Mais uma imagem clara, mostrando o abalo na estrutura de concreto

Teto da Igreja Renascer cai de novo!!!

26/08/2010

Imagem da parte interna do galpão, onde supostamente foi danificado

Parece piada, macumba, voodoo, maldição… Chame do que quiser! Mas que a notícia é, no mínimo, estranha, isso é!

Mas a verdade é que o teto da Igreja Renascer na Mooca (aquela do casal de estelionatários Sônia e Estevam Hernandes), também chamado de Espaço Renascer desabou. Pois é, amigos leitores do blog, pela segunda vez em 20 meses, o raio caiu no mesmo lugar!

De acordo com alguns blogs e fiéis (que não quiseram identificar-se, obviamente) cerca de 40% do teto foi ao chão por volta das 12h30 do dia 24 de agosto, num horário onde não havia ninguém.

Segundo informações também seguras, o teto já havia infiltrações e goteiras praticamente desde o dia da sua inauguração, onde o próprio Apóstolo Estevam Hernandes em companhia de seus dois diretores administrativos, bispo Laércio (conhecido como Lalá) e bispo Leandro Inoccenti apontou as falhas exigindo o acerto em sua estrutura o quanto antes, o que não foi feito. Foi apenas colocado o forro e trocadas as telhas.

Os prejuízos não foram pequenos: mesas de som, ar condicionado, cadeiras, móveis de altar e várias outras coisas foram danificadas.

No ano passado, quando desabou o teto da sede da igreja no Cambuci (dia 18 de janeiro de 2009) e a diretoria da Renascer mudou-se para o então “Espaço Renascer”, na Rua Doutor Almeida Lima, duas fiscais da Subprefeitura da Mooca estiveram no galpão para saber se o local tinha alvará de funcionamento. A Secretaria das Subprefeituras disse, na época, que o espaço pertencia a uma empresa que fazia eventos e foi fechado em 2006 por irregularidades na documentação. Disse também que o único registro de funcionamento no local é dessa empresa que realizava eventos. Além disso, informou que não foi comunicada pela igreja de sua atuação no imóvel.

Não tenho foto do teto desabado (essa foto que ilustra a matéria é do ano passado), mas basta passar pelo Viaduto Alcântara Machado, sentido bairro, que você vai ver perfeitamente o galpão sem teto e todo o entulho do desabamento espalhado pelo pátio do estacionamento do templo. Aliás, como não tenho foto, quem conseguir tirar uma foto, pode me mandar que eu coloco aqui e darei os devidos créditos.